Consumidor já paga mais caro por empréstimos – InfoMoney/UOL

1 10 2008

A crise internacional já vem causando efeitos no custo do crédito no Brasil.

De acordo com dados preliminares de setembro, divulgados pela Anefac (Associação de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a taxa média de juros cobrada no sétimo mês do ano registrou avanço de 0,06 ponto percentual frente a agosto, passando de 7,39% ao mês para 7,45% ao mês entre um período e outro.

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Segundo Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac, o aumento não foi sentido em uma modalidade específica, e sim de forma geral. “Todas as linhas de crédito apresentaram acréscimo, tanto para pessoa física quanto para jurídica”.

Impactos da crise no crédito
Além do aumento das taxas, que já vinha sendo estimado, a crise norte-americana afetou o crédito no Brasil de outras duas formas:

Bancos mais seletivos e restritivos – segundo Oliveira, mais avessas ao risco, as instituições passaram a ser mais cautelosas na hora de renovar crédito e na hora de conceder um novo empréstimo. “Os bancos exigem mais informações, documentos e ponderam mais a concessão do crédito”, disse.

Prazos mais curtos – os prazos, que estavam cada vez mais alongados, já estão encolhendo. “No financiamento de veículos, por exemplo, até agosto o prazo máximo era de 72 meses e, em setembro, encolheu para 60 meses”, exemplificou o especialista.

Perspectiva
De acordo com Oliveira, diante da incerteza da aprovação do pacote para socorro financeiro dos bancos norte-americanos, as pessoas devem avaliar a real necessidade de entrar em um financiamento agora.

“Para quem não tem pressa na aquisição de algum bem, a dica é esperar”, diz. Segundo ele, passada a turbulência, “as coisas devem melhorar”. Portanto, principalmente para aqueles que tinham a intenção de entrar em um financiamento de longo prazo, é melhor esperar “a poeira baixar”.

No entanto, quem já pretendia comprar e não tem como adiar esta decisão deve fazê-lo o mais rápido possível.

“Não dá para prever o que vai acontecer nos próximos dias e, se a intenção já era a compra, adiar pode significar taxas ainda mais altas, além da dificuldade na contratação, por conta das exigências, maiores, dos bancos”, alerta.

Fonte: Site InfoMoney/UOL


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